BUSCA

Revistas
Notícias
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
TEMPO em
,
ºC  ºC
COLUNISTAS


VÍDEOS


Reinaldo Azevedo
fala sobre:


Ofensas
56k | 128k | 256k

Humor
56k | 128k | 256k

Verdade universal
56k | 128k | 256k

Otimismo
56k | 128k | 256k

SEÇÕES
Avesso do Avesso

ENQUETE
Segundo o governo, o dossiê ilegal, montado nos porões do Planalto, não existe. O que mais Tarso e Dilma devem negar?



A Lei da Gravidade. É tudo só ligeira atração entre matérias;



Pitágoras: para os petralhas, a soma do quadrado dos catetos não é igual ao quadrado da hipotenusa: roubaram um dos catetos;



Terceira Lei de Newton: se um corpo A aplica uma força sobre um corpo B, o corpo B se vende ao corpo A e jura que foi por convicção;



O princípio básico do direito: cabe ao inocente provar que não é culpado;



A circunferência de um círculo deixa de ser duas vezes o “Pi” vezes o raio porque mudou o valor de “Pi”: agora é 3,1313...
Ver resultados


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
É só gritar, que o Brasil diz “sim”

Lugo diz que não abre mão de discutir tarifa de It...

A Alstom e os petralhas

Por que Paulo Bernardo não se cala?

Flagrante de como um petista vê o mundo

Voltei

Debate

Aparecido indiciado. Falta agora pegar a mandante

LEIAM ABAIXO - Raposa Serra do Sol 1 - A terra on...

Raposa Serra do Sol 1 - A terra onde brotam ouro, ...


ARQUIVO
06/18/2006 - 06/25/2006
06/25/2006 - 07/02/2006
07/02/2006 - 07/09/2006
07/09/2006 - 07/16/2006
07/16/2006 - 07/23/2006
07/23/2006 - 07/30/2006
07/30/2006 - 08/06/2006
08/06/2006 - 08/13/2006
08/13/2006 - 08/20/2006
08/20/2006 - 08/27/2006
08/27/2006 - 09/03/2006
09/03/2006 - 09/10/2006
09/10/2006 - 09/17/2006
09/17/2006 - 09/24/2006
09/24/2006 - 10/01/2006
10/01/2006 - 10/08/2006
10/08/2006 - 10/15/2006
10/15/2006 - 10/22/2006
10/22/2006 - 10/29/2006
10/29/2006 - 11/05/2006
10/29/2006 - 11/05/2006
11/05/2006 - 11/12/2006
11/12/2006 - 11/19/2006
11/19/2006 - 11/26/2006
11/26/2006 - 12/03/2006
12/03/2006 - 12/10/2006
12/10/2006 - 12/17/2006
12/17/2006 - 12/24/2006
12/24/2006 - 12/31/2006
12/31/2006 - 01/07/2007
01/07/2007 - 01/14/2007
01/14/2007 - 01/21/2007
01/21/2007 - 01/28/2007
01/28/2007 - 02/04/2007
02/04/2007 - 02/11/2007
02/11/2007 - 02/18/2007
02/18/2007 - 02/25/2007
02/25/2007 - 03/04/2007
03/04/2007 - 03/11/2007
03/11/2007 - 03/18/2007
03/18/2007 - 03/25/2007
03/25/2007 - 04/01/2007
04/01/2007 - 04/08/2007
04/08/2007 - 04/15/2007
04/15/2007 - 04/22/2007
04/22/2007 - 04/29/2007
04/29/2007 - 05/06/2007
05/06/2007 - 05/13/2007
05/13/2007 - 05/20/2007
05/20/2007 - 05/27/2007
05/27/2007 - 06/03/2007
06/03/2007 - 06/10/2007
06/10/2007 - 06/17/2007
06/17/2007 - 06/24/2007
06/24/2007 - 07/01/2007
07/01/2007 - 07/08/2007
07/08/2007 - 07/15/2007
07/15/2007 - 07/22/2007
07/22/2007 - 07/29/2007
07/29/2007 - 08/05/2007
08/05/2007 - 08/12/2007
08/12/2007 - 08/19/2007
08/19/2007 - 08/26/2007
08/26/2007 - 09/02/2007
09/02/2007 - 09/09/2007
09/09/2007 - 09/16/2007
09/16/2007 - 09/23/2007
09/23/2007 - 09/30/2007
09/30/2007 - 10/07/2007
10/07/2007 - 10/14/2007
10/14/2007 - 10/21/2007
10/21/2007 - 10/28/2007
10/21/2007 - 10/28/2007
10/28/2007 - 11/04/2007
11/04/2007 - 11/11/2007
11/11/2007 - 11/18/2007
11/18/2007 - 11/25/2007
11/25/2007 - 12/02/2007
12/02/2007 - 12/09/2007
12/09/2007 - 12/16/2007
12/16/2007 - 12/23/2007
12/23/2007 - 12/30/2007
12/30/2007 - 01/06/2008
01/06/2008 - 01/13/2008
01/13/2008 - 01/20/2008
01/20/2008 - 01/27/2008
01/27/2008 - 02/03/2008
02/03/2008 - 02/10/2008
02/10/2008 - 02/17/2008
02/17/2008 - 02/24/2008
02/24/2008 - 03/02/2008
03/02/2008 - 03/09/2008
03/09/2008 - 03/16/2008
03/16/2008 - 03/23/2008
03/23/2008 - 03/30/2008
03/30/2008 - 04/06/2008
04/06/2008 - 04/13/2008
04/13/2008 - 04/20/2008
04/20/2008 - 04/27/2008
04/27/2008 - 05/04/2008
05/04/2008 - 05/11/2008
05/11/2008 - 05/18/2008

ARQUIVO ESPECIAL
Nos Emirados Sáderes

ARTIGOS EM VEJA
O que eles querem é imprensa nenhuma - 7/5/2008
Que falta faz um Voltaire - 2/4/2008
Fidel e o golpe da revolução operada por outros meios - 27/2/2008
O Foro de São Paulo não é uma fantasia - 30/1/2008
O pastor e o pensador - 12/12/2007
A crença na "cultura da periferia" é coisa de gente com miolo mole - 5/12/2007
Capitão Nascimento bate no Bonde do Foucault - 10/10/2007
Restaurar é preciso; reformar não é preciso - 12/9/2007
O Movimento dos Sem-Bolsa - 8/8/2007
A Al Qaeda eletrnica - 20/6/2007
Gramsci, o parasita do amarelão ideológico - 16/5/2007
Crime e castigo dentro de nós - 28/03/2007
O politeísmo de um Deus só - 28/02/2007
A seita anticapitalista e a tristeza do Jeca - 07/02/2007
Sou "doente" mas sou feliz - 27/12/2006
É preciso civilizar os bárbaros do PT - 1º/11/2006
Governante bom é governante chato - 11/10/2006
E o feio se tornou bonito... - 13/09/2006
Urna não é tribunal. Não absolve ninguém - 06/09/2006

  

BLOG
Reinaldo Azevedo

Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Sexta-feira, Maio 16, 2008

É só gritar, que o Brasil diz “sim”
(ler primeiro o post anterior)
Ah, Lugo, presidente eleito do Paraguai, pode ser intransigente o quanto quiser. O Brasil já disse que aceita negociar. De algum modo, Lugo pertence à mesma voragem, como escreverei?, “esquerdofílica” que varreu a América do Sul e elegeu Lula. O Apedeuta não deixa de ser uma inspiração. E cada um se vira com o seu “imperialista” de plantão — e o Brasil é o “gigante” que serve de satã à esquerda paraguaia.

O Brasil sempre cede aos “companheiros” latino-americanos. É uma nova forma de “imperialismo”, entendem?

O que sustenta o discurso antiimperialista? A suposição, às vezes verdadeira, de que o país mais rico e mais poderoso obtém vantagens na relação com um outro mais pobre, mais fraco. Isso era no passado.

A Argentina, por exemplo, tinha superávits históricos nas relações comerciais com o Brasil. Quanto a balança inverteu, os hermanos ficaram nervosos e impuseram cotas de importação de fogão, geladeira etc. E o Brasil aceitou. Como aceitou que Evo Morales, o índio de araque da Bolívia, tomasse a Petrobras. Como se deixará agora ser assaltado pelo Paraguai — que nunca investiu um tostão em Itaipu. A rigor, o que o Brasil faz é pagar o aluguel pela parte da usina que fica naquele país.

Mas agora todo mundo já sabe: basta o “oprimido” gritar, e o Brasil cede. Com Lula, o país descobre o peso de ser imperialista sem ter descoberto, ainda, nenhuma vantagem.
Por Reinaldo Azevedo | 22:30 | comentários (5)

Lugo diz que não abre mão de discutir tarifa de Itaipu
Por Leonencio Nossa, no Estadão On Line. Comento no post seguinte:
O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, declarou nesta sexta-feira, 16, na entrevista mais concorrida, até agora, da V Cúpula de Chefes de Estado da América Latina, Caribe e União Européia, que o Brasil paga preço de custo pela tarifa da energia de Itaipu não usada por seu país e, por isso, não abrirá mão de negociar com o governo brasileiro o reajuste da tarifa.
"Nenhum país fornece seus bens naturais a preço de custo. A Venezuela não fornece seu petróleo a preço de custo, o Chile não fornece seu cobre e a Bolívia seu gás a preço de custo. Hoje, o preço de Itaipu é de custo e queremos preço de mercado", destacou o presidente eleito.
Juntamente com o atual presidente Nicanor Duarte, ele se reuniu hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não trataram de Itaipu, segundo o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. Lugo evitou informar se a tarifa de energia de Itaipu foi efetivamente abordada no encontro.
O presidente eleito do Paraguai destacou que desde 1973, quando "as ferrenhas ditaduras" dos dois países assinaram o tratado de construção de Itaipu, é a primeira vez, por iniciativa sua, que o reajuste da tarifa é debatido. Na sua visão, o preço da energia de Itaipu é uma questão nacional para o Paraguai. "Hoje, não se pode pensar em integração sem discutir integração energética. A soberania do Paraguai é também soberania na questão energética", enfatizou.
Sem mencionar quando o assunto foi tratado - ele esteve com Lula em Brasília como candidato da oposição, antes da eleição, ocorrida em 20 de abril -, Fernando Lugo disse que Marco Aurélio Garcia está encarregado pelo presidente de preparar "o mais rápido possível" as reuniões dos dois lados para tratar da energia de Itaipu. Ele será empossado no dia 15 de agosto e anunciou que quer começar a discussão de Itaipu já no dia seguinte à posse. Segundo Lugo, o presidente brasileiro considera Itaipu um assunto complexo. "O presidente Lula já disse que nem os técnicos conhecem os números de Itaipu", relatou.
Bem-humorado durante a concorrida entrevista, na Biblioteca Nacional, Lugo se declarou um bispo rebelde para a Igreja, enfatizando que a suspensão das funções de bispo, por causa da sua candidatura, é temporária. "O papa é meu superior religioso, mas como chefes de Estado temos uma relação de igual para igual. Meu caso é único no mundo", comentou.
Por Reinaldo Azevedo | 22:17 | comentários (4)

A Alstom e os petralhas
Respondendo a uma questão de um petralha um tanto agressivo — mas, ao menos, sem palavrão —, respondo a um monte. Vamos lá, em vermelho. Respondo em azul:

Sobre os R$ 556 milhões de contratos irregulares do Metro com a Alstom, você não fala nada, né? Todo o seu rigor só vale para o PT. Quando envolve o seu candidato à Presidência, o Serra, você cala esta sua grande boca. Ou o TCU serve quando é pra sacanear o Lula, mas o TCE não serve quando atinge o Serra?”

Comento
Ai, ai...
Vamos lá.

1) Ainda que eu protegesse Serra — é falso, mas cada um ache o que quiser; não me deixo pautar por quem me detesta —, não seria nesse caso, não é, petralha? Os contratos com as estatais paulistas são anteriores à sua gestão: dizem respeito às administrações Covas e Alckmin.

2) Em segundo lugar, o TCE não apontou irregularidade porcaria nenhuma. Acabo de ver a entrevista do representante do tribunal no Jornal Nacional. Um dos conselheiros — um — pediu esclarecimentos à empresa. E informou: se a resposta for considerada adequada, arquiva-se tudo. Se insatisfatória, envia-se ao Ministério Público. Ao contrário, o TCE considerou regulares os aditivos para a compra de trens.

3) O Ministério Público Estadual está investigando os contratos da multinacional francesa com as empresas estatais paulistas. Atenção para o que diz o promotor Silvio Antonio Marques, que conduz a investigação: “NÃO DÁ PARA FALAR EM IRREGULARIDADE ATÉ O MOMENTO”.

4) A Alstom está sob investigação na Suíça. Até agora, há denúncias de que propinas teriam sido pagas. Fala de novo o promotor: “Estou esperando a chegada desses papéis. Eu quero saber quais foram as contratações e preciso das cópias dos contratos".

5) O Ministério Público Federal afirmou que também vai investigar as denúncias. Excelente!

6) A bancada petista na Assembléia Legislativa quer instalar uma CPI para investigar as “irregularidades” que, segundo o promotor, ainda não estão caracterizadas. O partido está na dele, não? É do jogo. Só não vale mentir sobre o relatório do TCE.

7) Com uma campanha eleitoral pela frente, os petistas estão pensando em empurrar Alckmin para alguma sinuca. Talvez devam tomar um pouco de cuidado, não? A Operação Castores, de 2006, da PF, encontrou papéis que sugerem que a Alstom pagou propina a Adhemar Palocci, diretor da Eletronorte e irmão do Palocci mais famoso.

8) E que se note: neste como em qualquer outro caso, que se investigue tudo e se punam os culpados, sejam petistas, tucanos ou corintianos.

Satisfeito, petralha?
Por Reinaldo Azevedo | 21:10 | comentários (13)

Por que Paulo Bernardo não se cala?
Paulo Bernardo, do Planejamento, nem está entre os ministros que mais falam, o que é uma sorte. O governo Lula poderia tomar uma decisão: só Tarso Genro (Justiça) pode disparar bobagem. Os demais ficam caladinhos.

Observem, no post abaixo, que, bom petista, ele também está com medo da língua de José Aparecido. E, por isso, tenta arrastar um senador da oposição para o imbróglio. É claro que o bancário Paulo Bernardo sabe a diferença entre fazer uso de um dossiê e denunciar a sua existência. Ou não conseguiria distinguir uma fatura de uma duplicata. Quem tinha o dever funcional de resguardar eventuais documentos sigilosos era José Aparecido. Mas o nobre Bernardo acha que Salomão não estava brincando quando propôs dividir a criança: meio a meio.

Ele sabe bem do que fala, não? Bernardo é um dos que faziam alusão aos gastos do governo FHC. Além dele, também se referiam a dispêndios daquele governo os ministros Jorge Hage e Dilma Rousseff — esta, então, anunciou aos empresários que vinha bomba; cantou a bola.

E como é que Bernardo sabia? O leitor inteligente já deduziu, creio: o dossiê já estava sendo feito. Lembro reportagem de Por Christiane Samarco e Vera Rosa, no Estadão, no dia 29 de março (em azul):
Na primeira semana de fevereiro, muito antes de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões ter sido instalada, no dia 11 de março, o Palácio do Planalto mobilizou toda a Esplanada dos Ministérios para coletar informações e montar um dossiê com dados sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) com cartões corporativos e contas tipo B. Supreendido com a divulgação da papelada, o governo deflagrou uma estratégia para despistar, dizendo que havia coletado as informações a pedido da CPI.
A operação dossiê saiu de pelo menos duas reuniões realizadas no Planalto, sob comando da ministra Dilma Rousseff e com participação dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação Social). Algumas vezes, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi ao Planalto consultar os ministros.

Por que Bernardo não se cala?
Por Reinaldo Azevedo | 20:21 | comentários (9)

Flagrante de como um petista vê o mundo
Leiam o que vai abaixo. Volto no post seguinte:
Por Evandro Fadel, no Estadão On Line:
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, acusou, nesta sexta-feira, 16, em Curitiba, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) de ter supostamente vazado para a imprensa o levantamento sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso . "Quem passou para a imprensa foi o Álvaro Dias", afirmou. "Precisamos saber como o Álvaro Dias se explicou na Polícia Federal sobre esse episódio, porque aparentemente ele tinha informações. Hoje se sabe que quem passou para a imprensa de maneira reservada, clandestina, foi o senador", completou.
Bernardo comentou o indiciamento, pela Polícia Federal, do ex-secretário de controle interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, por violação de sigilo funcional. Ele é apontado como responsável por passar dados sigilosos de seu computador para o do assessor de Dias no Senado, André Fernandes. "Acho que a trajetória normal das coisas é que o outro vazador seja também indiciado", opinou. "O assessor do Senado, que é o André, e também o chefe dele, que é o senador Álvaro Dias, precisam explicar. Portanto, se tiver penalização para um, tem para o outro também."
Por Reinaldo Azevedo | 20:00 | comentários (14)

Voltei
Participei com os bambas abaixo, no programa Opinião Nacional, da TV Cultura, de uma conversa sobre a atuação da imprensa na cobertura do caso Isabella, a espetacularização da notícia, ética no trabalho jornalístico etc. Vai ao ar na próxima quinta-feira, às 22h40. Na quarta seguinte, é exibido de novo, às 2h.
Por Reinaldo Azevedo | 19:04 | comentários (21)

Debate

Queridos,
Tio Rei vai gravar um debate na TV Cultura com o professor Roberto Romano, o promotor Roberto Tardelli e o jurista Manuel Alceu Affonso Ferreira. Depois digo quando vai ao ar.
Até a volta.
Dona Reinalda também tem compromisso com as filhas. Pego os comentários na volta.

Por Reinaldo Azevedo | 15:36 | comentários (16)

Aparecido indiciado. Falta agora pegar a mandante

A PF indiciou o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires, acusado de violação do sigilo funcional. Ele depôs hoje por cerca de três horas para o delegado Sérgio Menezes, responsável pelo inquérito que investiga o vazamento do dossiê.

Nada de errado. Tinha de ser indiciado mesmo. Agora falta pegar quem mandou fazer o dossiê.

Por Reinaldo Azevedo | 15:02 | comentários (31)

LEIAM ABAIXO

- Raposa Serra do Sol 1 - A terra onde brotam ouro, mistificação e cupidez;
- Raposa Serra do Sol 2 – As riquezas da reserva e quem defende o quê;
- Raposa Serra do Sol 3 - General Heleno não é voz isolada, afirma almirante;
- Raposa Serra do Sol 4 - Líder arrozeiro acusa governo e ministro de fazerem;
- "Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros";
- "Não tenho planos para o Mangabeira";
- Expectativa não é boa, diz Maggi sobre Minc;
- Procura-se emprego para Siba;
- Na CPI, assessor dirá que Erenice coordenou dossiê;
- Paulinho ficou "desesperado", revela grampo;
- Alckmin confirma vaga de vice para o PTB;
- Rentabilidade dos bancos nos seis anos do governo Lula é superior à dos oito anos do governo FHC;
- BB vai absorver Banco Popular, após R$ 144 mi em prejuízos;
- IGP-10 triplica neste mês e avança 1,52%;
- BC já admite inflação de 5% neste ano;
- Discurso de Bush em Israel é lido como crítica a Obama
Por Reinaldo Azevedo | 06:47

Raposa Serra do Sol 1 - A terra onde brotam ouro, mistificação e cupidez
A cada dia fica mais evidente a maluquice do governo Lula ao tentar transformar a região de Raposa Serra do Sol numa área contínua de reserva indígena. Não fosse a história demonstrar que a presença do branco na área remonta ao século 19; não fossem as evidências de fraude no tal laudo antropológico que dá amparo técnico à decisão; não fossem as provas factuais de que os índios já não vivem mais como seus antepassados, há a questão, sim, estratégica — e não diz respeito apenas ao controle das fronteiras. A região é rica em ouro, diamante e especialmente nióbio. O mapa das riquezas minerais tem uma exata coincidência com o mapa das reservas — tanto a ianomâmi como, agora, a Raposa Serra do Sol.

O qüiproquó todo se deu por causa dos arrozeiros, que resolveram resistir. Mas eles ocupam uma área ridiculamente pequena: apenas 0,7% de toda a reserva, onde se produzem 159 mil toneladas de arroz. Os índios vivem da agricultura, da pecuária e, como ficou evidente na reportagem do Jornal da Globo, do garimpo, uma atividade proibida por ali. A reportagem surpreendeu dois índios — falando com todos os esses e os erres de quem domina o português há gerações — na beira do rio. Duas ou três mergulhadas da batéia na água, e o ouro aparece.

É grotesco que essa questão esteja em debate quando há uma crise no Ministério do Meio Ambiente e se fale em desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ora, o que se entende por isso? Fechar os índios num jardim zoológico? Esse é o sonho de alguns antropólogos desmiolados. Tão logo os “brancos” saiam dali — se tiverem de sair —, há, isto sim, o risco de uma guerra civil entre os índios. Esqueçam: a noção de propriedade já chegou à região. Eles estão em busca de atividades que rendam lucro, como em qualquer economia capitalista. Não se vai realizar ali o sonho edênico da propriedade coletiva. E vão, como qualquer ser humano, buscar as atividades mais rentáveis.

A verdade é que a “causa” Raposa Serra do Sol vocaliza a militância de uma único grupo: o Conselho Indígena de Roraima (CIR), que é financiado por ONGs — duas em especial: a Fundação Ford, como já demonstrei aqui, e a The Nature Conservancy, que recebe dinheiro dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e França. Sua representante falou ao Jornal da Globo. A ONG auxilia os índios a encontrar áreas para a agricultura, pecuária e, pasmem!, mineração. Só que, por enquanto, o governo brasileiro proíbe a mineração na região.

Mas e daí? O governo brasileiro proíbe, e as ONGs estimulam. E como é que o Planalto resolveu tomar conta, enfim, do seu território? Ora, expulsando de Raposa Serra do Sol os não-índios. É uma estupidez. Ademais, a própria CIR diz reunir pouco mais de sete mil indivíduos — dos 19 mil que vivem lá. Como já é um organismo político, é bem possível que tenha muito menos gente. Mas que se dê de barato: ainda assim, trata-se de uma minoria.

Não adianta tentar dourar a pílula. O Brasil é signatário da tal Declaração dos Povos Indígenas, da ONU. Isso quer dizer que o governo está de acordo com os seus pressupostos (se quiser ler íntegra da declaração, está aqui). Se está, concorda, então, com isto:

Artigo 3
Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.
Artigo 4
Os povos indígenas no exercício do seu direito à livre determinação, têm direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas com seus assuntos internos e locais, assim como os meios para financiar suas funções autônomas.
Artigo 30
“Não se desenvolverão atividades militares nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que as justifiquem uma razão de interesse público pertinente, ou que as aceitem ou solicitem livremente os povos indígenas interessados”.


Não há ambigüidade nenhuma aí. As coisas são o que são. Essa é a causa das ONGs da região, em parceria com o Conselho Indigenista Missionário, a facção da Igreja Católica ligada ao que chamo de “Escatologia da Libertação”. Vocês sabem, não? Se deixássemos a agricultura por conta dos “padres progressistas”, a fome certamente já teria matado uns três quartos da humanidade.

A delimitação da reserva Raposa Serra do Sol nasce de uma fraude técnica. A causa alimenta-se do equívoco, quiçá da cupidez. E o país não terá um bom futuro se continuar a jogar brasileiros contra brasileiros, pouco importa a sua origem. Ou a cor de sua pele.

Que o STF aja com sabedoria!
Por Reinaldo Azevedo | 06:33 | comentários (56)

Raposa Serra do Sol 2 – As riquezas da reserva e quem defende o quê
O Jornal da Globo levou ao ar, na noite de ontem, a terceira e última reportagem da série sobre a reserva Raposa Serra do Sol. Leiam com atenção. Para assistir ao vídeo, clique aqui. Comento no post seguinte:
*
Na Raposa Serra do Sol, o horizonte parece infinito e a riqueza sem limite. “Tem muito ouro e diamante, então é mais por isso que querem essa área”, diz a wapixana Maria Antonia dos Santos.

E quem não quer um pedaço dessa terra? Planícies ideais para o cultivo de arroz, sobra espaço no lavrado para a criação de gado e basta percorrer estradas, perto de belíssimos rios e cachoeiras, para encontrar outras riquezas.

No banho do Paiuá, um dos pontos turísticos do município do Uiramutã., recentemente, o serviço geológico do Brasil fez furos nas rochas a procura de minerais. E dias atrás, garimpeiros foram retirados da areia, eles estavam à procura de ouro.

Na praia, usada nos fins de semana por moradores de Uiramutã, foi aberto um grande buraco. “Estavam lavando essa terra e pegando ouro, bastante ouro. Foi preciso que a gente viesse aqui e conversasse com eles que esse aqui é o banho da cidade e não poderia ser degradado dessa forma”, conta Miguel da Silva Araújo, secretário de Agricultura de Uiramutã.

Em outro lugar, perto de onde cristais brotam do chão, encontramos equipamentos usados no garimpo, atividade proibida na reserva. Procuramos um pouco mais e finalmente, descendo a ladeira, vemos dois homens trabalhando dentro d´água. Observamos com paciência e alguns minutos depois surgem vários pontos dourados brilhando no fundo da batéia. “Todo dia, tem vezes que a gente faz dois gramas, três gramas. Tem semana que é assim 10, 14, 15 gramas”, conta o índio macuxi Edson da Silva.

Um mapa de Roraima feito pelo serviço geológico do Brasil, do Governo Federal, mostra que as principais reservas minerais do estado ficam localizadas sobre as reservas Yanomami e Raposa Serra do Sol. Tem ouro, diamante, nióbio e outros minerais nobres.

Com a demarcação em área contínua, fazendeiros e não índios terão que sair da reserva. Fato que preocupa o governador de Roraima. José de Anchieta Filho acredita que a fronteira ficará desprotegida. “Nós temos aqui cerca de 960 quilômetros de fronteira com a Venezuela e mais 960 quilômetros com a Guiana Inglesa. Se permitirmos que isso aconteça, o que vai acontecer? Daqui a pouco toda a fronteira está demarcada como área indígena, tirando toda a presença de não índio, de militares dessa área e deixando apenas sob a jurisdição apenas dos índios de manter a soberania e a vigilância dessa fronteira. Esse é o perigo”, afirma o governador.

“Não é ameaça à soberania nacional. Lá na reserva Raposa Serra do Sol existem três pelotões onde o exército deve cumprir seu dever constitucional. Então, por aí, não é uma ameaça porque nós acreditamos na nossa instituição legalmente criada que é o exército”, diz o líder indígena, Júlio Macuxi.

O governo de Roraima quer um plano de desenvolvimento econômico sustentável dentro da reserva, que inclui a construção de uma hidrelétrica no rio Cotingo. Índios ligados a Sodiur, associação que defende a permanência de arrozeiros e comerciantes, apóiam a idéia. “Uma área imensa, que dá para nós trabalhar, dá para nossos filhos trabalhar, dá para outros não índios trabalhar porque são parceiros”, defende o líder indígena Adelino Pereira.

A exploração das riquezas também está nos planos do CIR, o Conselho Indígena de Roraima, que exige a saída de todos os não índios dali. Desde 2003, a maior ONG ambientalista do mundo, a The Nature Conservancy, que recebe dinheiro dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e França financia o CIR em projetos para identificar áreas de agricultura, pecuária e até de mineração - atividade ainda não aprovada por lei.

“Nós acreditamos que é possível, assim como existe em outros lugares do mundo, que os indígenas participem de atividades minerarias, desde que isso seja muito bem regulamentado pelo governo brasileiro”, defende a representante da ONG no Brasil. Ana Cristina Barros.

O trabalho de ONGs e igrejas é visto com desconfiança por militares, que temem a influência de estrangeiros sobre os índios. Outra preocupação é o contrabando de ouro e pedras preciosas.

Apesar da presença de pelotões dentro da reserva, oficiais dizem que estrangeiros podem circular sem controle na terra indígena e atravessar livremente o rio Maú, que faz divisa com a Guiana, onde o barqueiro faz a viagem sem qualquer fiscalização.

O general Heleno Ribeiro, comandante militar da Amazônia, criticou a política indigenista do governo e por isso foi repreendido pelo presidente Lula. “É só ir lá olhar as comunidades indígenas para ver que essa política é lamentável, para não dizer que é caótica”, disse o general em abril.

“O que está em jogo é o fato de se estar criando uma situação de risco, que pode vir a se transformar numa ameaça concreta a soberania do país”, acredita o general Alberto Cardoso. O general, ex-chefe do gabinete militar da presidência, reflete uma corrente de opinião dentro do exército. Assim como muitos oficiais, ele acredita que num cenário de radicalização, os índios possam ser estimulados a criar um estado independente.

“Basta que se decida, que ali tem um território, tem uma nação, vamos criar um estado e transformar esse estado em algo independente. Um ente político independente e aí já se foi a nossa soberania e vai se criar uma situação conflituosa”, dia o general.

Para ONGs, a Igreja Católica e os índios do CIR, a preocupação dos militares não faz sentido. “Se a igreja tem algum pecado é de trabalhar pela promoção da vida e da dignidade das pessoas e esse pecado nós não temos medo de confessar”, diz o bispo de Roraima, Dom Roque Paloschi.

“Nós acreditamos que dizer que os povos indígenas são ameaça à soberania nacional é crime de racismo contra os povos indígenas", diz o líder indígena, Júlio Macuxi.

Nas próximas semanas, o Supremo Tribunal Federal vai decidir se a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, de forma contínua, será mantida como quer a Funai ou se será feita uma revisão do processo, como pede o governo do estado de Roraima.

O julgamento não definirá o caso de Roraima, mas não resolve uma questão ainda maior: o que queremos fazer com a Amazônia e como vamos tratar nossos índios?
Por Reinaldo Azevedo | 06:29 | comentários (11)

Raposa Serra do Sol 3 - General Heleno não é voz isolada, afirma almirante
Na Folha:
O chefe do Estado Maior de Defesa, almirante-de-esquadra Marcos Martins Torres, afirmou que o general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, não é o único nas Forças Armadas em suas críticas à demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol (RR).
Indagado especificamente se Heleno era uma "voz isolada", Torres respondeu "não", enfaticamente, mas evitou fazer comentários sobre as observações do general -ele causou polêmica ao classificar a demarcação contínua da reserva como ameaça à soberania nacional.
Após anos de impasse, a demarcação foi decidida pelo governo Lula após laudos técnicos da Funai demonstrarem a necessidade do terreno para a sobrevivência da etnia macuxi. A reserva possui área de cerca de 1,68 milhão de hectares e faz fronteira com a Guiana, o que incomoda os militares.
Além disso, a savana da região é propícia à plantação de cereais, o que levou arrozeiros a se instalarem na área.
O Supremo Tribunal Federal já recebeu ao menos 33 ações que contestam a demarcação contínua da terra, mas não decidiu sobre o caso.
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 06:23 | comentários (16)

Raposa Serra do Sol 4 - Líder arrozeiro acusa governo e ministro de fazerem "terrorismo"
Por Lucas Ferraz, na Folha:
Personagem principal da polêmica envolvendo a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, o líder arrozeiro e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), 55, acusou o governo federal e o ministro Tarso Genro (Justiça) de fazerem terrorismo na terra indígena. Segundo ele, o confronto entre índios e funcionários de sua fazenda, na semana passada, foi "orquestrado".

FOLHA - O sr. disse que o confronto na reserva se agravaria se a política do governo fosse mantida. Isso acontecerá mesmo se o STF confirmar a demarcação contínua?
PAULO CÉSAR QUARTIERO -
Com certeza, a questão é emblemática. Só 7% de Roraima pode ser utilizada por qualquer atividade econômica. É condenar a população ao aniquilamento.
FOLHA - E a convivência com os índios?
QUARTIERO -
Nós defendemos os índios! Quem condena é essa política. Há áreas demarcadas há 20, 30 anos, nenhuma produtiva. Alguns índios sobrevivem com cesta básica. Por que temos que condená-los a viver como antigamente?
(...)
FOLHA - E o ataque dos funcionários de sua fazenda aos índios?
QUARTIERO -
Foi orquestrado. Aqueles índios foram levados pela Funai, em veículos da missão católica, que tem interesse em retirar os evangélicos da região. Tudo com o apoio da PF. Eles sabiam que se entrassem haveria confronto. Esses feridos foram a pior coisa para nós. Eles buscam um mártir, como Dorothy Stang e Chico Mendes. Empurraram os índios como bucha de canhão para que se transformem em mártires.
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 06:19 | comentários (14)

"Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros"
Por Gabriel Manzano Filho, no Estadão:
"Uma coisa tem que ficar clara. Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros. Se perdermos as florestas perderemos a batalha contra as mudanças climáticas." É assim, num texto curto e direto, que o jornal londrino The Independent fecha o seu editorial de ontem, em que critica duramente o governo brasileiro pela saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Sob o título Salvem os Pulmões do Planeta, o jornal diz ainda que a Amazônia "é um recurso precioso para o mundo inteiro, pelo qual todos temos de assumir a responsabilidade". Além do editorial, o jornal dedica duas páginas à saída da ministra.
Porta-voz de causas ambientais, The Independent define a renúncia da ministra como "um tapa no futuro do planeta". E repete as críticas aos fazendeiros e madeireiros da Amazônia. Acusa o governo de ceder aos lobbies do agronegócio e compara: "Quase 25% do total de emissões de carbono do planeta hoje se devem ao processo de desmatamento - superando de longe os 14% produzidos por aviões, carros e fábricas".
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 06:11 | comentários (36)

"Não tenho planos para o Mangabeira"
Por Andrei Netto, no Estadão:

Trinta e seis horas se passaram entre o contato do Estado com o então secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, e o novo ministro do Meio Ambiente, o mesmo Minc. Na primeira entrevista, na quarta-feira, ele descartava a hipótese de assumir o posto aberto pela saída de Marina Silva. Ontem, Minc voltou a falar, dessa vez na condição de ministro "em tese". Confirmou que aceitou o convite após as pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador do Rio, Sérgio Cabral. E justificou a mudança de idéia alegando ter "carta verde" para desenvolver seus projetos à frente do ministério.

Por que a mudança de opinião?
No dia de ontem, as coisas começaram a mudar com os vários telefonemas do Sérgio Cabral. Ele dizia que era uma questão do Lula, uma questão do País, que eu não poderia negar. Criou-se uma circunstância na qual a minha recusa seria encarada como uma covardia política. Somem-se a isso as garantias que o Lula me deu. Essas foram as condições de o não virar sim.
(...)

O senhor cogita o nome do ex-governador Jorge Viana para a coordenação-executiva do PAS. Qual seria a relação entre Viana e o ministro Roberto Mangabeira Unger, nos seus planos?
Veja, eu não tenho planos para o Mangabeira porque quem tem planos para o Mangabeira é o presidente da República. Entendo que o presidente pensou em alguém mais fora da disputa por verbas. O ministério do Mangabeira não disputa verbas com Cidades, Integração, Agricultura. É mais de formulação. Eu penso em uma pessoa, independente de quem seja o ministro formulador, que seja o executor. Seria uma pessoa que conhece a Amazônia. No caso, Jorge Viana conhece a Amazônia, conhece os prefeitos, os governadores, tem uma política muito proativa de desenvolvimento sustentável, com a qual me identifico.
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 06:09 | comentários (6)

Expectativa não é boa, diz Maggi sobre Minc
Por João Carlos Magalhães, na Folha:
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), afirmou ontem à Folha que não tem uma boa expectativa sobre a futura gestão de Carlos Minc à frente do Ministério do Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, que se demitiu.
"Ele não me conhece, não conhece o Estado, não conhece a região. A expectativa, posso dizer, é, por enquanto, não boa", afirmou o governador.
Mato Grosso é o recordista histórico no desmatamento da floresta. Um dos maiores sojicultores do mundo, Maggi se firmou, desde que foi eleito pela primeira vez, em 2002, como a principal liderança dos produtores rurais da região.
Em entrevista à TV Globo antes de aceitar o convite para o ministério, Minc declarou que, "se deixar", Maggi plantaria soja "até nos Andes".
"Achei muito preconceituoso", respondeu Maggi. "Me senti surpreendido por ter sido metralhado assim. Conheço muito o Brasil; ele, não. Mas o convido, desde já, para vir aqui e conhecer nosso trabalho."
Em nota, o governo mato-grossense classificou de "descabidas, inoportunas, extemporâneas e impróprias" as declarações do novo ministro.
Assinante lê mais aqui