Sábado, Setembro 02, 2006
Afinal, Diogo é ou não um "companheiro"?
Retórica à parte, o que há de essencial na resposta é o seguinte: o iG não poderia estar sendo aparelhado pelo PT uma vez que a coluna do próprio Diogo nele está hospedada em razão de um acordo do portal com a Abril. Escreve o diretor presidente: “O iG é ecumênico. Não é uma rua de mão única nem faz patrulha ideológica, como faz Mainardi. Publica as revistas da Abril, notícias da Agência Estado, da Reuters, publica artigos dos amigos de Diogo Mainardi que escrevem no site NoMínimo, traduz jornais como The New York Times” .
Noto que Caio usa os “artigos dos amigos de Diogo Mainardi que escrevem no site NoMínimo” como prova da independência do portal — uma deferência que talvez nem o próprio colunista da Veja esperasse. Como se vê: basta ser amigo do Diogo, e o cara já qualifica um portal. Diogo está bem. Mas a resposta de Caio me intrigou. Aí eu fiquei invocado e decidi ligar para o Diogo. “Pô, você é ‘companheiro’ do Paulo Henrique Amorim e fica pegando no pé dos caras?” Diogo explica abaixo por que isso é menas verdade.
“Meu artigo diz que o iG começou a ser aparelhado pelo lulismo em maio de 2006, depois que Caio assumiu o cargo. Só para lembrar: quando ele foi contratado pelo pessoal dos fundos de pensão, a Veja já estava no iG, eu já estava no iG, o NoMínimo já estava no iG, o Observatório de Imprensa já estava no iG, o New York Times já estava no iG. As contratações que Caio fez foram outras: José Dirceu, Mino Carta, Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim, Tão Gomes Pinto, Carta Capital e, por último, Luis Nassif. Um vexame do Caio Tulio.”
A propósito: alguns internautas leram na coluna do Diogo que “o assessor de imprensa de Delcídio Amaral (...) tem um blog político no iG” e me perguntam quem é. O articulista refere-se a Tão Gomes Pinto. Ele fazia um clipping para o petista. Não sei se continua a recortar jornais para o agora candidato do partido ao governo do Mato Grosso do Sul.
Para encerrar. Diogo também lembra em sua coluna que a Carta Capital moveu uma verdadeira campanha contra Daniel Dantas, ex-controlador da Brasil Telecom. Agora que o empresário perdeu o controle da empresa, ela hospeda, por meio do iG, a revista. Sobre isso, Caio não se manifestou.
Tudo parece claro agora.



